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PRÁTICAS DE RELACIONAMENTO AUTÊNTICO

Atualizado: 24 de jan.

que pode trazer para o seu quotidiano.



Acredito que o relacionamento autêntico é como uma linguagem universal de conexão humana, e essa conexão é essencial para mover o mundo na direção de um novo paradigma de consciência relacional, que faz parte da essência desta transição planetária que todos estamos a experienciar.


Nos meus sonhos e projetos, está sempre intrinsecamente presente a construção de novas pontes (entre pessoas, entre ideias, entre áreas de conhecimento, entre a ciência e a espiritualidade) e a cura de velhas divisões que não beneficiam ninguém (entre comunidades, entre grupos, entre entes queridos e, muito especialmente, connosco próprios), algo que nos una na nossa experiência humana compartilhada e nos reconecte ao máximo, promova o verdadeiro re-ligar do "ser humano-ser divino" dentro de nós mesmos e dos outros.


Aliás, tudo o que são ferramentas e atividades que promovam esse relacionamento consciente estão perto do meu coração, e sinto que a conexão humana autêntica é um recurso tão importante quanto a comida, água ou abrigo. Sem conexão, murchamos.


Por isso, se estiver interessado em ter, em algum evento, Jogos de Relacionamento Autêntico ou outras atividades que promovam o relacionamento consciente, como Dance 4 Hearts ou a Escrita Vivencial, escreva-me e veremos que pontes podem ser construídas :)




Quanto a Práticas de Relacionamento Autêntico que funcionam como espinha dorsal e que podem fazer parte do quotidiano, aqui estão 5:


  1. Saber tudo acolher

  2. Não presumir nada

  3. Revelar a sua experiência

  4. Possuir a sua experiência

  5. Honrar a si mesmo e ao outro


1 Saber tudo acolher

● Dou as boas-vindas a todos os meus pensamentos, emoções, sensações do meu corpo, à medida que surgem, dando espaço para que cada uma seja totalmente sentida e expressa


● Aceito todos os julgamentos e suposições que tenho sobre mim e os outros, sem descartar, suprimir ou rejeitar nada que surja, para depois poder compreender qual a sua fonte


Para a maioria de nós, é fácil acolher experiências de alegria, felicidade ou deleite, mas já não é o mesmo com experiências de desconforto ou dor.


No entanto, é exatamente a recepção plena dessas experiências particularmente desafiadoras que as move e dissolve, que as faz perder peso e poder, é através da travessia do acolhimento e aceitação que é possível a verdadeira integração e crescimento.


E, é importante relembrar, acolher um aspecto da nossa experiência não significa concordar com ele. Mas implica uma vontade de sintonizar com a sua natureza e compreendê-lo para poder transformá-lo. É o acolhimento da nossa própria sombra que nos permite aceder à nossa imensa luz.


O que fazer para isso?


1. A chave para a prática de tudo acolher é desacelerar. Onde quer que esteja e o que quer que esteja a fazer, desacelere, respire e traga a sua plena consciência para o momento presente.


2. Comece a perceber como se sente no seu corpo físico, percebendo e dando as boas-vindas a tudo o que está lá. Estabeleça contato total com as sensações, permitindo-se senti-las plenamente, sem pressa.


3. Agora traga a sua consciência para as suas emoções - como se sente neste momento? Leve o seu tempo e dê espaço a todas as nuances subtis da sua experiência emocional


4. Em seguida, observe seu espaço mental e os pensamentos, julgamentos, opiniões, percepções, memórias, questionamentos e outras atividades mentais que surgem e passam por ele.


5. Neste momento não tente mudar ou consertar nada. Aqui é só tomar consciência de, reunir informações sobre a sua experiência momento a momento para fazer as escolhas mais informadas, inteligentes, responsáveis e capacitadas na vida e nos relacionamentos.


Maravilhoso é que, quando começamos a ser capazes de acolher tudo em nós próprios, isso leva, naturalmente, a uma maior aceitação das diferentes facetas dos outros.



2 Não presumir nada

Estamos constantemente (e na grande parte das vezes, inconscientemente) a formar ideias com base nas pistas fornecidas pela sensação e percepção, que obviamente se constroem sobre os pilares dos nossos modelos mentais.


Como pode ver no mapa Cognitive Bias Codex, o labirinto da nossa mente é intricado e é muito rápido a julgar; por isso, para contrariar estas "falsas presunções" é preciso expandir o campo de consciência e treinar a não re-ação.



Ou então fazer como Abraham Lincoln que, quando não gostava de alguém, pensava imediatamente “Eu preciso conhecê-lo melhor." Quando não assumimos, ou estamos dispostos a verificar as nossas premissas, respondemos de forma inteligente.


O que fazer?

1. Ao longo do dia, observe as suposições que está a fazer sobre si mesmo, os outros e o mundo. Isso requer desacelerar para sentir o subconsciente e usar a qualidade iluminadora de sua consciência para ver o que está lá.


2. Verifique com outras pessoas e com a realidade objetiva, prestando atenção onde há uma discrepância entre a suposição e a realidade.


3. Lembre-se de que a vida, as pessoas e o mundo estão em constante evolução, e só porque alguém ou algo era como era em algum momento do passado não significa que ainda seja assim. Deixe suas suposições serem flexíveis e leves, e não as deixe ficar enraizadas no seu eu inconsciente.


À medida que ganha "músculo" nesta prática, os modelos mentais que constrói e mantém para dar sentido à realidade tornam-se cada vez mais refinados e, com o tempo, encontrar-se-á em relacionamentos mais próximos e mais preciosos.


3 Revelar a sua experiência

Apesar de, dentro de quase todos nós, viver o desejo profundo de sermos vistos, compreendidos, ouvidos, bem-vindos, amados e aceites por quem realmente somos, raramente temos essa experiência, porque fechamos portas, construímos máscaras e muros, e raramente nos revelamos na nossa verdadeira essência, tornando impossível ser realmente visto e conhecido.


E porque não revelamos as nossas experiências autênticas, medos, desejos, sonhos e esperanças aos outros? Normalmente é porque temos medo de ser julgados, ridicularizados, rejeitados.


É essencial resgatar a expressão autêntica não filtrada. É vital para a nossa saúde psicológica dar voz e expressão a essas partes ocultas, abrir a porta para uma profunda intimidade e empatia. No início, pode parecer muito arriscado revelar essas partes. Mas ao longo do tempo, convida as pessoas a uma conexão mais profunda. Percebemos que o maior risco é não revelar, e permanecermos escondidos e isolados.


O que posso fazer?


1. Experimente começar frases com algo como: "Para ser totalmente honesto/ transparente..." ou "O que estou a sentir realmente é ..." e veja o que acontece.


2. Observe a qualidade da conexão com os outros depois de revelar algo vulnerável.


3. Faça perguntas aos outros de forma empática, convidando-os a revelar a sua experiência autêntica, vulnerável e real.


Assim, poderá começar a ter um nível profundo de conexão e intimidade nos relacionamentos com os outros e experimentará um tipo de libertação e sensação de plenitude à medida que os mecanismos de proteção desaparecem.





4 Possuir a sua experiência

A premissa subjacente de "possuir a sua experiência" é aceitar que o seu campo de consciência, visão de mundo, sistema de valores, é algo exclusivamente seu e influencia a sua realidade exterior. Imagine que você e um amigo estão a olhar para uma nuvem. A nuvem é uma nuvem, mas surge na consciência de cada pessoa de uma forma singularmente única que é uma expressão das complexidades e nuances únicas do caminho de cada pessoa pela vida. Uma vez que mudamos o foco de buscar a fonte da nossa experiência, de fora para dentro, podemos começar a explorar o território fascinante do nosso eu interior e tornamo-nos mais autoconscientes e auto-capacitados.


O que fazer? 1. Ao longo do dia, pergunte-se como as suas próprias percepções únicas criam os seus pensamentos, julgamentos, sentimentos e crenças.


2. Se sentir que alguém ou algo desencadeou em si uma reação/emoção forte, olhe para dentro de si mesmo para encontrar a fonte desse gatilho.

3. Explore outras maneiras pelas quais pode assumir a responsabilidade pela sua própria experiência.


À medida que começamos a descascar as camadas de nós, chegamos mais perto da verdadeira fonte dos nossos pensamentos, sentimentos e perspectivas. Muitas vezes localizamos uma crença que nem sabíamos que existia, mas que, no entanto, teve uma grande influência na nossa vida e escolhas. Podemos, então, iniciar um processo de transformação na direção desejada.



5 Honrar a si mesmo e ao outro

A Regra de Ouro: “Trate os outros como gostaria de ser tratado.”


A regra de platina: “Trate os outros como eles gostariam de ser tratados.”


Relacionamento autêntico não é apenas ser autêntico, ser real e expressar honestamente, é também reconhecer que estamos em relação e que a nossa expressão tem impacto sobre os outros. A prática de Honrar a Si Mesmo e ao Outro é um lembrete constante e um convite para lembrar que a conexão é sobre estar num relacionamento consigo mesmo e com o outro ao mesmo tempo.


O ponto ideal entre honrar a si mesmo e o outro é fazer escolhas nas quais as necessidades, desejos e valores tanto de si mesmo quanto dos outros sejam plenamente atendidos, ao mesmo tempo. É o espaço no qual me sinto com poder para falar a minha verdade e, em seguida, verificar imediatamente o impacto e dar-lhe o espaço para falar a sua.


O que fazer?


1. Vá mais devagar, entre em total contato com os seus valores, necessidades e desejos essenciais e sinta dentro de si mesmo.


2. Fique curioso sobre os outros, para que possa realmente entender o que é importante para eles, quais são os seus valores, necessidades e desejos.


3. Lembre-se de que, depois de entender os valores essenciais de alguém, tudo fará mais sentido.


4. Explore onde os seus próprios valores e os do outro se sobrepõem, e projete a relação a partir desse lugar de sobreposição, dando espaço um ao outro para se expressar também a partir dos lugares que não se sobrepõem.


Por fim, e voltando à primeira prática de tudo acolher, aceite o tempo que leva para integrar no dia a dia estas 5 práticas... umas podem parecer-lhe simples, outras imensamente desafiadoras e demoradas. Seja como for, elas traçam rotas preciosas na direção de relacionamentos mais conscientes connosco e com os outros.


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