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Biodanza no Palácio

Aulas de Biodanza facilitadas por Ana Teresa Silva, no Palácio Ribamar, às sextas, pelas 19h30.


Biodanza, que muitos chamam a Dança da Vida, é uma viagem de conexão humana, expressão criativa e redescoberta da alegria de viver. Através da música, do movimento, da dança e da experiência partilhada, convida-nos a ir além dos padrões habituais e a reencontrar a sabedoria inata do corpo. Num espaço seguro e sem julgamentos, a Biodanza promove uma relação mais profunda connosco próprios, com os outros e com a vida, despertando a nossa alegria de viver, vitalidade, afetividade, criatividade, prazer e pertença. Mais do que aprender a dançar, é um convite a dançar a própria vida, com maior presença, autenticidade, liberdade e coração.


AS AULAS RECOMEÇAM COM A ABERTURA DO PALÁCIO RIBAMAR

PRÓXIMA JORNADA - De 18 de Setembro a 13 de Novembro

BIODANZA E CINEMA

8 grandes filmes para dançar a vida


1 filme, 1 aula (não precisa de ter visto o filme: é tão interessante dançá-lo e depois vê-lo, como ter visto e depois dançá-lo)


1. Intouchables — VITALIDADE

“Deixa a vida entrar.”


Não permitir que aquilo que a vida nos retirou nos retire também da própria vida. Philippe tem razões para se proteger, resignar, reduzir o mundo; Driss traz o risco, a irreverência, o humor, a música, a velocidade, o prazer. Há aqui uma coragem de voltar a viver, apesar das circunstâncias. Não podemos escolher tudo o que nos acontece, mas podemos reencontrar o impulso que nos faz dizer sim à existência.


2. Dead Poets Society — LIBERDADE

“Esta vida é minha.”


Aqui a liberdade não é simplesmente fazer escolhas: é libertarmo-nos daquilo que nos impede de sermos quem somos. Família, sistema, regras, expectativas, conformismo, medo do julgamento — todas as vozes que dizem quem devemos ser antes de conseguirmos descobrir quem somos. Keating convida-os a mudar de perspetiva, encontrar o próprio passo e a própria voz. Carpe diem torna-se então mais do que aproveitar o dia: não entregar a autoria da minha vida a outro.


3. Three Colours: Red — ENCONTRO

“E se nenhum encontro for inteiramente por acaso?”


Podemos viver ao lado de alguém, atravessar as mesmas ruas, quase tocar a sua vida — e ainda assim não nos termos encontrado. Porque proximidade não é encontro. Valentine e Auguste precisam, quase absurdamente, de um naufrágio para finalmente se encontrarem. Talvez cada encontro tenha um tempo próprio: não basta que duas pessoas estejam próximas; é preciso que as suas vidas estejam disponíveis para aquele encontro. E há pessoas que transformam a nossa trajetória por uma sucessão aparentemente inexplicável de acasos.


4. The Notebook — AMOR

“Escolho-te. E continuo a escolher-te.”


Começa no Eros: atração, corpo, desejo, paixão, intensidade. Mas o filme pergunta o que acontece ao amor depois. Quando o tempo passa. Quando os corpos mudam. Quando chega a fragilidade. E, no limite, quando o outro já nem sequer se lembra de nós. Noah permanece diante de Allie mesmo quando ela não consegue reconhecê-lo. O amor deixa então de depender daquilo que recebe em troca. Torna-se presença, cuidado, fidelidade, amor incondicional.


5. The Curious Case of Benjamin Button — PRESENÇA

“Porque tudo passa, este instante importa.”


Benjamin vive de uma forma impossível de ignorar: vê aqueles que ama mudarem enquanto ele muda na direção contrária. Pessoas chegam, ficam algum tempo e partem. Os momentos perfeitos não podem ser congelados, mas podem ser vividos intensamente. O amor não detém o tempo, mas pode atravessá-lo. E é nessa impermanência que o filme nos fala de aceitação da diferença, da mudança, da perda, dos timings que não coincidem e dos encontros predestinados. Não podemos fazer o instante durar, mas podemos estar inteiros enquanto ele dura.


6. It's a Wonderful Life — PERTENÇA / VALOR

“A minha vida toca outras vidas.”


George olha para a própria existência e vê sobretudo aquilo que não conseguiu viver: os sonhos adiados, as viagens que não fez, os projetos abandonados. Julga que a sua vida vale pouco. E só quando lhe é mostrado como seria o mundo se ele nunca tivesse existido consegue perceber aquilo que era invisível para ele: quantas vidas foram diferentes simplesmente porque ele esteve nelas. O valor de uma existência não se mede apenas pelas grandes realizações. Vivemos numa rede de consequências afetivas que nunca conseguiremos conhecer inteiramente.


7. Life of Pi — TRANSCENDÊNCIA

“Confio no mistério.”


Pi perde as referências que sustentavam o seu mundo e fica literalmente entregue à imensidão. E aí aparecem medo, instinto, sobrevivência, beleza, natureza, assombro, fé. Richard Parker recorda-lhe também que a dimensão animal, instintiva, não é inimiga da transcendência: a força que quer viver faz parte do sagrado da vida. E, no fim, permanecem duas histórias possíveis. Não somos obrigados a resolver o mistério. Talvez viver implique aceitar que há coisas maiores do que a nossa capacidade de compreender.


8. Cinema Paradiso — GRATIDÃO

“Tudo o que amei vive em mim.”


Totò regressa e encontra não apenas o passado, mas as pessoas e os encontros que fizeram dele quem é. Alfredo viu nele algo antes de ele próprio conseguir vê-lo. Amou-o suficientemente para o deixar partir. Houve Elena. Houve a aldeia. Houve aquele cinema. Houve partidas, perdas, escolhas e uma vida inteira. E no fim aquilo que desapareceu fisicamente continua, de outra forma, dentro dele. Somos também feitos dos olhares que nos reconheceram, das mãos que nos acompanharam, dos amores que tivemos e daqueles de quem tivemos de nos separar.


PARA INSCRIÇÃO/ ou mais informações:

whatsapp: +351 960 424 110

 
 
 

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