Biodanza no Palácio
- thejourneyportugal

- há 15 horas
- 4 min de leitura
Aulas de Biodanza facilitadas por Ana Teresa Silva, no Palácio Ribamar, às sextas, pelas 19h30.
Biodanza, que muitos chamam a Dança da Vida, é uma viagem de conexão humana, expressão criativa e redescoberta da alegria de viver. Através da música, do movimento, da dança e da experiência partilhada, convida-nos a ir além dos padrões habituais e a reencontrar a sabedoria inata do corpo. Num espaço seguro e sem julgamentos, a Biodanza promove uma relação mais profunda connosco próprios, com os outros e com a vida, despertando a nossa alegria de viver, vitalidade, afetividade, criatividade, prazer e pertença. Mais do que aprender a dançar, é um convite a dançar a própria vida, com maior presença, autenticidade, liberdade e coração.
AS AULAS RECOMEÇAM COM A ABERTURA DO PALÁCIO RIBAMAR
PRÓXIMA JORNADA - De 18 de Setembro a 13 de Novembro
BIODANZA E CINEMA
8 grandes filmes para dançar a vida
1 filme, 1 aula (não precisa de ter visto o filme: é tão interessante dançá-lo e depois vê-lo, como ter visto e depois dançá-lo)
1. Intouchables — VITALIDADE
“Deixa a vida entrar.”
Não permitir que aquilo que a vida nos retirou nos retire também da própria vida. Philippe tem razões para se proteger, resignar, reduzir o mundo; Driss traz o risco, a irreverência, o humor, a música, a velocidade, o prazer. Há aqui uma coragem de voltar a viver, apesar das circunstâncias. Não podemos escolher tudo o que nos acontece, mas podemos reencontrar o impulso que nos faz dizer sim à existência.
2. Dead Poets Society — LIBERDADE
“Esta vida é minha.”
Aqui a liberdade não é simplesmente fazer escolhas: é libertarmo-nos daquilo que nos impede de sermos quem somos. Família, sistema, regras, expectativas, conformismo, medo do julgamento — todas as vozes que dizem quem devemos ser antes de conseguirmos descobrir quem somos. Keating convida-os a mudar de perspetiva, encontrar o próprio passo e a própria voz. Carpe diem torna-se então mais do que aproveitar o dia: não entregar a autoria da minha vida a outro.
3. Three Colours: Red — ENCONTRO
“E se nenhum encontro for inteiramente por acaso?”
Podemos viver ao lado de alguém, atravessar as mesmas ruas, quase tocar a sua vida — e ainda assim não nos termos encontrado. Porque proximidade não é encontro. Valentine e Auguste precisam, quase absurdamente, de um naufrágio para finalmente se encontrarem. Talvez cada encontro tenha um tempo próprio: não basta que duas pessoas estejam próximas; é preciso que as suas vidas estejam disponíveis para aquele encontro. E há pessoas que transformam a nossa trajetória por uma sucessão aparentemente inexplicável de acasos.
4. The Notebook — AMOR
“Escolho-te. E continuo a escolher-te.”
Começa no Eros: atração, corpo, desejo, paixão, intensidade. Mas o filme pergunta o que acontece ao amor depois. Quando o tempo passa. Quando os corpos mudam. Quando chega a fragilidade. E, no limite, quando o outro já nem sequer se lembra de nós. Noah permanece diante de Allie mesmo quando ela não consegue reconhecê-lo. O amor deixa então de depender daquilo que recebe em troca. Torna-se presença, cuidado, fidelidade, amor incondicional.
5. The Curious Case of Benjamin Button — PRESENÇA
“Porque tudo passa, este instante importa.”
Benjamin vive de uma forma impossível de ignorar: vê aqueles que ama mudarem enquanto ele muda na direção contrária. Pessoas chegam, ficam algum tempo e partem. Os momentos perfeitos não podem ser congelados, mas podem ser vividos intensamente. O amor não detém o tempo, mas pode atravessá-lo. E é nessa impermanência que o filme nos fala de aceitação da diferença, da mudança, da perda, dos timings que não coincidem e dos encontros predestinados. Não podemos fazer o instante durar, mas podemos estar inteiros enquanto ele dura.
6. It's a Wonderful Life — PERTENÇA / VALOR
“A minha vida toca outras vidas.”
George olha para a própria existência e vê sobretudo aquilo que não conseguiu viver: os sonhos adiados, as viagens que não fez, os projetos abandonados. Julga que a sua vida vale pouco. E só quando lhe é mostrado como seria o mundo se ele nunca tivesse existido consegue perceber aquilo que era invisível para ele: quantas vidas foram diferentes simplesmente porque ele esteve nelas. O valor de uma existência não se mede apenas pelas grandes realizações. Vivemos numa rede de consequências afetivas que nunca conseguiremos conhecer inteiramente.
7. Life of Pi — TRANSCENDÊNCIA
“Confio no mistério.”
Pi perde as referências que sustentavam o seu mundo e fica literalmente entregue à imensidão. E aí aparecem medo, instinto, sobrevivência, beleza, natureza, assombro, fé. Richard Parker recorda-lhe também que a dimensão animal, instintiva, não é inimiga da transcendência: a força que quer viver faz parte do sagrado da vida. E, no fim, permanecem duas histórias possíveis. Não somos obrigados a resolver o mistério. Talvez viver implique aceitar que há coisas maiores do que a nossa capacidade de compreender.
8. Cinema Paradiso — GRATIDÃO
“Tudo o que amei vive em mim.”
Totò regressa e encontra não apenas o passado, mas as pessoas e os encontros que fizeram dele quem é. Alfredo viu nele algo antes de ele próprio conseguir vê-lo. Amou-o suficientemente para o deixar partir. Houve Elena. Houve a aldeia. Houve aquele cinema. Houve partidas, perdas, escolhas e uma vida inteira. E no fim aquilo que desapareceu fisicamente continua, de outra forma, dentro dele. Somos também feitos dos olhares que nos reconheceram, das mãos que nos acompanharam, dos amores que tivemos e daqueles de quem tivemos de nos separar.
PARA INSCRIÇÃO/ ou mais informações:
whatsapp: +351 960 424 110


Comentários